domingo, 28 de maio de 2017

Domingo nostálgico...



Domingo nostálgico ...


Há dias o tempo está muito ruim aqui no litoral. Após a ressaca que destruiu uma das praias tranquilas, a mais próxima, não mais melhorou. Aquele ar nostálgico, situação de calamidade, caminhões carregando pedras da Avenida até a orla, para tentar proteger o que restou das residências e muros, o tempo continuou cinzento, chuvas e chuviscos, ventando, as pessoas não mais com aquela fisionomia alegre, descontraída, dos belos dias do verão. E não para por aí: na minha cidade natal, no Rio Grande do Sul, onde resido ( aqui passo um semestre por ano) deu um tornado ontem, destruindo um salão de festas, onde haveria hoje, domingo uma festa religiosa. Lá estavam duas netas minhas, ajudando a mãe na decoração do local. Muito medo, susto e várias pessoas feridas. Minha cidade hoje, sem telefonia móvel, sem internet, sem energia, postes caídos nas ruas e Avenidas, parte do telhado do Hospital ( único) também foi arrancado, ginásio de Esportes da maior Escola Municipal e outras residências. Fenômenos assim, já ocorreram no norte do Estado, onde resido. Na região da Capital do Estado, alagamentos com muitos flagelados, pela chuva intensa. Maio, mês de Maria, mês das noivas, mês do veranico... Ninguém, só Deus, para atacar essas intempéries, que surgem sem aviso, duram pouco, mas derrubam tudo o que vem pela frente. Além dos prejuízos materiais, fica o trauma nas pessoas , a cada ameaça de temporal que se anuncia. Agradecer a Deus, que não deixou vítimas fatais, conseguiram se proteger. Só a proteção dele, para dissolver esses fenômenos traumatizantes. A nostalgia invade nossa alma, perante a fragilidade do ser humano em situações como esta.


    (lumah)

 (luizammanfredi)

Editado e Publicado hoje, no Recanto das Letras.
Barra Velha (SC) aos 28/05/2017.
    

Necessitamos ....

" Necessitamos :"

Uma borracha,
Para apagar de nossa história
tudo que nos desagrada.
Um sabonete,
Para retirar as marcas das máscaras
que usamos no dia-a-dia.
Uma tesoura,
Para cortar tudo aquilo
que nos impede de crescer.
Um pássaro,
Que nos ensine a voar alto
e cantar com liberdade.
Um jarro,
Para conservar o carinho
e amadurecer o amor.
Um frasco transparente,
para conservar os sorrisos e sem tampa,
para escutar o alegre som.
Lentes, corretoras da visão da vida,
Que nos permitam enxergar,
com amor,
o próximo e a natureza.
Um esquilo,
Que nos mostre como galgar
os ramos da árvore da sabedoria.
Agulhas grandes,
Para tecer sonhos e ilusões.
Um cofre,
Para guardar as lembranças
construtivas e edificantes.
Um zíper,
Que permita abrir a mente quando
se deseja encontrar respostas,
outro para fechar nossa boca
quando for necessário,
e outro para abrir nosso coração.
Um relógio,
Para mostrar que é
sempre hora de amar.
Um rebobinador de filmes,
Para recordar os momentos
mais felizes de nossas vidas.
Sapatos da moral e da ética,
Para pisarmos com firmeza
e segurança por onde quer que formos.
Uma balança,
Para pesar tudo que
é vivido e experimentado.
Um espelho,...
Nós mesmos!!!
Para admirar uma das obras
mais perfeitas de Deus...

D. A. ...

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Devaneando


Mais um dia que passa
Na contagem do livro
da história de nossa vida
Que nele estejam escritos
fatos relevantes que fizemos
desde a nossa infância querida
na caminhada que realizamos
das marcas que registradas
ficaram gravadas na estrada
que foi semeada de lutas
Muito bom cumprir a missão
que para nós foi destinada
Sentir que foi cumprida
no trabalho e na família
Riqueza não compra a paz
Felicidade é ....
Estar de bem com a vida!!

(lumah)

Publicado no Recanto das Letras
em 18/05/2017

sexta-feira, 5 de maio de 2017

*o tempo passou e me formei em solidão*


🤔
Sou do tempo em que ainda se faziam visitas. Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite.
Ninguém avisava nada, o costume era chegar de paraquedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.
– Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.
E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.
– Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!
A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.
Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha – geralmente uma das filhas – e dizia:
– Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.
Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... tudo sobre a mesa.
Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também. Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança... Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam.... era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade...
Quando saíamos, quase sempre antes das 22:00 h, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida. Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa... A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos... até que sumissem no horizonte da noite.
O tempo passou e me formei em solidão.
Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, internet, e-mail, celular, Whatsapp ... Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:

– Vamos marcar uma saída!... – ninguém quer entrar mais.
Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.
Casas trancadas.. Pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos de nata...
Que saudade de um compadre e de uma comadre!... 

Créditos: José Antônio Oliveira de Resende
Professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura, da Universidade Federal de São João del-Rei.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Cheguei aos mil textos publicados...

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            Cheguei! Nem acredito! Mil textos escritos. Muitos, a maioria, espontaneamente, sem revisão textual. Sem prender-me muito a técnicas literárias, trabalhos científicos, a uma literatura mais aprumada, como crônicas e artigos... Escrever, é um extravasar sentimentos e emoções, uma terapia para a alma, um exercício mental ocupacional que amo fazer desde criança. Gosto do Recanto, as pessoas que aqui escrevem, Poetas e Poetisas, alimentam nosso espírito. Aqui, passamos momentos de lazer, ganhamos cultura, conhecimento e humor. Aqui deixamos nossas emoções, aqui aprendemos... Basta dominar nossa língua e ter inspiração, as técnicas e estilos literários vamos dominando. Tudo é válido para ocuparmos nosso precioso tempo de maneira inteligente e aprazível. Feliz, por ter participado desse cantinho especial e ter encontrado tantos amigos.

                         (lumah)  -codinome no Site 
                      (luizammanfredi)
                      Editado e Publicado no Recanto das Letras.                       Barra Velha (SC), em 04/05/2017