quinta-feira, 26 de maio de 2016

Quantos anos tenho?


"Quantos anos tenho?
Tenho a idade em que as coisas são vistas com mais calma, mas com o interesse de seguir crescendo.
Tenho os anos em que os sonhos começam a acariciar com os dedos e as ilusões se convertem em esperança.
Tenho os anos em que o amor, às vezes, é uma chama intensa, ansiosa por consumir-se no fogo de uma paixão desejada. E outras vezes é uma ressaca de paz, como o entardecer em uma praia.
Quantos anos tenho? Não preciso de um número para marcar, pois meus anseios alcançados, as lágrimas que derramei pelo caminho ao ver minhas ilusões despedaçadas, valem muito mais que isso...
O que importa se faço vinte, quarenta ou sessenta?!
O que importa é a idade que sinto. Tenho os anos que necessito para viver livre e sem medos. Para seguir sem temor pela trilha, pois levo comigo a experiência adquirida e a força de meus anseios.
Quantos anos tenho? Isso a quem importa? Tenho os anos necessários para perder o medo e fazer o que quero e o que sinto..."

[José Saramago]
                       imagens captadas na web


                   Barra Velha  (SC),  26 de maio de
                           Feriado de Córpus Cristi
                                            Luiza

domingo, 22 de maio de 2016

Descanso


Descanso

Retirei o relógio do pulso
O polegar dá apenas joia
                                           [não põe digitais
A camisa aberta; uniforme de vida
Pés descalços; sentindo o mundo
Cabelo ao vento, assanhado
                                           [assanhando tudo
Apaguei os planos do livro
escrevi o planejamento  de vida
                                           [lancei em meu diário
A cabeça vazia; repleta de vida
Mãos acenando; passeio pelo mundo
Corpo ao léu, descansando
                                           [descansado de tudo


Mário Paternostro
Mário Paternostro
Publicado no Recanto das Letras
Codigo do texto: T5643321


imagem captada na web



sábado, 21 de maio de 2016

Momentos de saudades ...

         Hoje, registro uma data especial, de alguém que por uma longa jornada esteve presente na minha vida.   21 de maio, aniversário de nascimento de meu primeiro amor, meu namorado, meu marido, pai de meus filhos, que hoje, deve estar festejando esta data, com outros familiares e amigos que já partiram, deixando cedo essa morada terrena e perene.
       Recordo das festas celebradas com a família, dos churrascos preparados por você ...
Mas o destino quis que partisse, para um lugar onde há paz, longe das tribulações desse mundo físico, das dores e doenças do corpo e da alma.
       Após uma caminhada de lutas, de angústias, de alegrias, de preocupações, de busca para a sobrevivência, de ver a família formada, um período em que se poderia viver de lazer, viajar, curtir com carinho a maturidade, viver novamente a dois, o destino não permitiu.
      Fiquei com a missão de enfrentar sozinha o restante dessa estrada, buscando a cada novo dia que amanhece, forças para continuar, trecho pesado e difícil porque a cada espaço da casa, recorda você...
       A vida continua e a aceitação do que ocorreu é preciso.
       A cada dia que inicia, abro as janelas, olho para a natureza, com a certeza de que tem um anjo no céu zelando por nós, que sairei desse estado de angústia que em momentos do dia me aflige, que essa melancolia saia de dentro de mim, que me faça sorrir outra vez e enfrentar a vida lá fora, como o fazia antes, ativa e feliz.
      Quero  viver mais e melhor, com qualidade de vida, para transmitir alegria e tranquilidade àqueles que são continuidade de mim ...
      Nem sempre os caminhos são como prevemos e queremos, mas há uma força superior, um elo de ligação entre a terra e o além, um Deus, que nos ampara e nos protege.
      Esse estado d'alma passará, amenizando essa, que foi mais uma provação do destino. Já se passaram quatro anos e três meses e parece que foi ontem.
     Novas energias, muita fé e uma nova visão de vida, junto com meus filhos e netos, seguindo a caminhada...

                        Luiza, 21/05/2016 - Barra Velha SC.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Entre o céu e o mar ...

Nesta quarta-feira, de abril outonal
Bela e dourada surge a lua cheia
Entre o céu e o mar, em visão divinal!

Casais de namorados juntos,  enlaçados
admiram essa obra prima da natureza
trocando juras de amor abraçados....

Doce inspiração dos poetas essa noite tão bela

Dos apaixonados, perfeita para sonhos dourados!

           £uiza, 25/04/2016
           Publicada no Recanto das Letras
           Nome artístico: Lumah


Homenagem recebida do Poeta Olavo Nascimento

REMANDO COM LUMAH - Uma homenagem à querida Recantista - por Olavo Nascimento (02/05/2016)

Longe mas tão perto da gente,
Uma mulher até então sumida,
Invade meu coração pungente,
Zoando com rimas concedidas,
As suas obras tão reluzentes.

Mente fértil em recordações,
Escreve fácil o que defende,
Nos mostrando suas emoções,
Iluminadas quando pretende,
Navegar por nossos corações.

Minhas linhas agora lançadas,
Abraçam de vez esta poetisa,
Nas ondas de letras louvadas,
Formando o lindo nome Luiza.
Revelada também como Lumah,
Eu somente depois compreendi,
De todo talento que nos apraz,
Ilustre Luiza Menin Manfredi.

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Abraços. BLOG DO POETA OLAVO NASCIMENTO
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Poeta Olavo
Enviado por Poeta Olavo em 02/05/2016
Código do texto: T5622991
Classificação de conteúdo: seguro
Recebo com carinho, esse belo acróstico, do colega do Recanto das Letras.

Marcha à ré ... lembranças da infância.

 Nas férias escolares, do antigo primário -estudava em Escola de freiras, particular, naqueles tempos nem tinha da Rede Estadual em pequenos municípios-   costumava acompanhar meu Pai em suas viagens de venda de máquinas e utensílios, dentro do Estado, até a divisa da Argentina.  O carro, era um jeep.  Com carroceria feita de aço, pelo próprio Pai, que disso também entendia e se defendia. Solda à oxigênio, que quando podia, o auxiliava.
      Numa dessas viagens, onde duzentos quilômetros, durava um dia inteiro, as estradas de chão batido, muitas vezes esburacadas, pois era no interior que se vendia, ocorreu um fato que marcou-me.  Papai me deixou no carro, para fazer uma venda em frente, pediu-me para não mexer em nada, principalmente no câmbio.  Mas, ávida por aprender, passo a mão na alavanca , fica em ponto morto, soube depois....  o jeep , que estava numa ladeira,  começa a descida rua abaixo. Aos berros, assustada, chamo a atenção de um policial que, subiu no estribo, e , experiente , travou o carro mexendo no câmbio e freio. Com o carro em movimento, arriscou-se também.   Papai, percebeu e chegou preocupado. Ao ver que tudo tinha se passado sem que nada de mal ocorresse, riu da minha façanha, que  serviu-me de lição para não mexer onde não sabia dominar.... mas, ao contrário, incentivou-me a descobrir mais do domínio de um carro.
      Dessas viagens , muito tenho ainda a contar.  Bons tempos de minha infância... De dez filhos, era a mais velha, os filhos homens, chegaram após quatro filhas mulheres, então, coube a mim, auxiliar Papai em seu trabalho.
      Muitas lembranças boas, aprendizagem de vida que fizeram parte de minha jornada.